Saturday, July 21, 2007

À minha versão masculina

Sinto tão igual
Sou tão diferente…
Como se sente o frio
Quando se está quente.

Revivo a passada,
Repetida, ritmada…
O silêncio da palavra,
agressiva, desconcertada.

“Tu não sabes o que é a vida!”,
diz convicto
Sem perceber
o cliché do veredicto

É assim a sua essência
Sem o mínimo de paciência,
Alegando apenas e só
muitos anos de vivência…

Mas o que me instiga e fascina
Nem ele próprio imagina
Porque será que sinto como se fosse eu?
Se nada disto é Meu,
mas Teu!

1 comment:

Cristina Vilarinho said...

Genial!! Vou já mostrar o poema à tua versão masculina... :)